segunda-feira, 6 de junho de 2011

Como criar calopsita


Um topete de dar inveja a Elvis Presley é a marca registrada das calopsitas (Nymphicus hollandicus), pássaros que vêm conquistando crianças e adultos com sua beleza exótica e afetuosidade. Quando separadas dos pais e criadas na mão, elas tornam-se mansas e boas companheiras, feito cachorrinhos de estimação que acompanham o dono pela casa em todas as atividades domésticas.

A calopsita é uma ave dócil, amigável e fácil de criar. Domesticada, gosta de carinho e chega a ficar nos ombros e nos dedos das pessoas. Ela não é barulhenta, mas assobia e, se treinada, pode imitar a voz humana. Natural da Austrália, país localizado no Hemisfério Sul como o Brasil, a ave se adaptou bem às condições climáticas da América do Sul, desde a sua chegada aqui na década de 1970.

Na natureza são encontradas calopsitas com o corpo cinza e com a borda das asas brancas. No macho, a crista ereta e a cabeça são de amarelo intenso e, na fêmea, prevalece o cinza com nuances amareladas no topete. Ambos possuem uma área circular vermelha nas laterais das faces (parecem "bochechas"), com tom mais suave entre as fêmeas. Na cauda, elas também se diferenciam com amarelo e preto intercalados na parte inferior, enquanto nos machos a cauda é totalmente negra.
Naturais da Austrália, as calopsitas se adaptaram bem ao clima do Brasil

As aves da espécie começaram a se espalhar pelo mundo no final da década de 40. A introdução em outros países ocorreu com a criação do arlequim, mutação desenvolvida no estado americano da Califórnia que apresenta plumagem branca com áreas de cor cinza. No entanto, essas cores originais deram lugar a variadas tonalidades e padrões, a partir de cruzamentos em cativeiros. Além do arlequim, as variedades mais comuns incluem o lutino (branco com extremidades amarelas), branco, canela, pérola, cara-branca e albino.

As calopsitas têm média de 30 centímetros de comprimento e pesam de 80 a 150 gramas. Pertencem à família Cacatuidae (a mesma das cacatuas), da ordem dos Psitacídeos, que engloba mais de 300 espécies como araras, papagaios e periquitos.

Além de apresentarem resistência a doenças e longevidade - podem viver cerca de 20 anos em cativeiro -, esses pássaros têm baixo custo de criação. Comem pouco e têm preços inferiores aos de outras aves da mesma odem.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Como criar minhocas


Início - comece com poucas minhocas. Coloque quatro litros em um canteiro de dois metros quadrados. Os minhocultores brasileiros preferem a vermelha-da-califórnia para a produção de húmus, pois é produtiva e fácil de lidar.
Expansão - para produções maiores, opte por um canteiro de 20 x 1 metro, com 30 centímetros de profundidade. Deposite seis metros cúbicos de esterco curtido. Se bem conduzida, a atividade pode alcançar em dois meses quatro toneladas de húmus, o equivalente a 100 sacos de 40 quilos.

Ambiente - o minhocário deve ser mantido limpo, o que evita a aproximação de predadores. Palha seca por cima inibe a ação de passarinhos. Livre-se de grama ao redor do canteiro, para não haver contaminação com sementes. Não deixe exceder o número de minhocas no local, pois elas não gostam de variações de umidade e temperatura, tampouco de locais muito quentes.
Estrutura - instale o minhocário acima do nível do solo e em área plana, mas com leve inclinação para evitar o acúmulo de água. Feitas de alvenaria ou madeira, as paredes devem contar com drenos para escoar o excesso de umidade. Proteja o local da chuva com telas plásticas apoiadas em suportes de arame, bambu ou madeira.

Alimentação - as minhocas se alimentam de esterco e restos vegetais, como gramas, frutas, folhas secas, papéis e matérias orgânicas em decomposição. Junte tudo para fazer uma compostagem. Faça um monte de 1,5 metro de altura, em local seco e arejado. Deixe descansar por uma semana e revire o material para aumentar o arejamento. Repita o procedimento, mas apenas com uma virada, até que o resfriamento da compostagem. Leve a massa para o canteiro somente quando, ao apertar um punhado, ela não pingar água.

Reprodução - apesar de possuírem os dois sexos, as minhocas não se auto-fecundam. É necessário o acasalamento com outra minhoca, o que pode ocorrer o ano todo. Fecundados e no interior de um casulo, os óvulos são expelidos na terra. Em cerca de 21 dias eles eclodem, e cada um origina algumas minhoquinhas.
Coleta - o método de armadilhas é uma das técnicas para se recolher o húmus produzido. Encha sacos de aniagem com esterco curtido e úmido, estendendo-os so bre o canteiro para atrair as minhocas. Após capturar a maior parte delas, transfira-as para um outro canteiro já preparado com esterco.

Bonzai


Bonsai (japonês: 盆栽, bon-sai), que significa "árvore em bandeja".

Um bonsai precisa ter outros atributos entretanto além de simplesmente estar num vaso raso. A planta deve ser uma replica de uma arvore da natureza em miniatura. Deve simular os padrões de crescimento e os efeitos da gravidade sobre os galhos, além das marcas do tempo e estrutura geral dos galhos. Essencialmente é uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados.


As origens históricas

Apesar da forte associação entre o cultivo de bonsai e a cultura japonesa, na verdade foram os chineses os primeiros a cultivar árvores e arbustos em vasos de cerâmica. Há provas de que, já em 200 d.C. os chineses cultivavam plantas envasadas (mais conhecidas como Penjing) como prática habitual da sua atividade de jardinagem.

O bonsai como hobby

No ocidente o cultivo de bonsai como hobby desenvolveu-se bastante nos últimos 20 anos e hoje estas pequenas árvores estão espalhadas por todo o mundo. O crescente interesse pelo bonsai é partilhado com a crescente atenção dada às artes orientais nos últimos anos. Apesar de parecer um hobby extremamente exótico, o cultivo de árvores em miniatura não é por si só muito mais complexo do que a jardinagem comum aplicada a plantas em vasos. A diferença básica é o cuidado para reproduzir as características de uma árvore de porte muito maior, e aí reside a dificuldade. Mais do que cuidadosa poda e adubação, é preciso também muita paciência e alguma habilidade artística.

Técnicas de controle de crescimento

O crescimento das árvores é controlado com a aplicação de várias técnicas:

* Restrição do crescimento das raízes pelo vaso utilizado: Uma árvore não possui essa restrição na natureza, por isso cresce livremente.
* Poda das raízes: Dependendo da idade e espécie da árvore, as raízes são podadas, em geral no inverno pois a planta está em estado de dormência, e é realizada a troca da terra (substrato).
* Uso de adubos com menor quantidade de nitrogénio: O nitrogénio em excesso provoca crescimento acelerado e folhas com tamanho maior que o desejado.
* Rega em quantidades moderadas: Entenda-se por moderada a rega feita com critério, não com economia. O que não podemos fazer é molhar nosso bonsai todos os dias, se ele não seca de um dia para o outro, por isso o clima, o vento, a localização da árvore vão sempre incidir directamente na frequência de rega. A rigor, deve usar-se a sensibilidade, regar quando a terra estiver seca, e não regar quando ela estiver ainda úmida.

As árvores não são modificadas geneticamente. Praticamente qualquer espécie pode ser utilizada, sendo as mais famosas, as dos gêneros Pinus(pinheiros), Acer (bordo), Ulmus (olmos), Juniperus (junípero/zimbro), Ficus(figueira), Rhododendron (rododendro ou azálea), dentre outros.

Estilos

Podem ser encontrados bonsais de vários tamanhos, sendo que a maioria fica entre 5 cm e 80 cm. Os bonsais medindo até aproximadamente 25 cm podem ser chamados shohin. Costuma-se chamar os bonsais menores que 7 cm de nano.
Bonsai

Podemos encontrar, na natureza, árvores que crescem em formas bastante variadas. Essas formas são imitadas através de "treinamento" (aramação e poda). Os estilos abaixo são os básicos tradicionais. Existem outros que são considerados subtipos dos descritos abaixo.
Estilo floresta

* Chokan: Estilo ereto formal. Árvore com tronco reto, que vai diminuindo de espessura gradualmente, da base ao ápice. Os ramos devem ser simétricos e bem balanceados.

Estilo semi-cascata

* Moyogi: Estilo ereto informal. Tronco sinuoso, inclinando-se em mais de uma direção à medida que progride para o ápice, embora mantendo uma posição geral mais ou menos ereta. A árvore deve dar a impressão de um movimento gracioso.

Estilo formal

* Shakan: Estilo inclinado. Tronco reto ou ligeiramente sinuoso, inclinando-se predominantemente em uma direção.
* Kengai: Estilo cascata. A árvore se dirige para fora da lateral do vaso e então se movimenta para baixo, na direção da base do vaso, ultrapassando a borda do mesmo. Os vasos nesse estilo são estreitos e profundos.
* Han-kengai: Estilo semi-cascata. Semelhante ao anterior, com a árvore caindo a um nível abaixo da borda do vaso, mas não chega a altura da base do vaso.
* Fukinagashi: Varrido pelo vento. Árvore com ramo e tronco inclinados como que moldados pela força do vento.

Métodos de Cultivo

Misho

O método do misho é o cultivo a partir de sementes. Consiste em escolher uma espécie que dela se queira adquirir um bonsai, conseguir algumas sementes desta planta (se a espécie escolhida não apresentar sementes, o misho não se emprega nesse caso), plantar e esperar a germinação - processo que pode durar, dependendo da espécie, de 1 a 3 meses.

* Método:
o Escolhidas as sementes, deve-se selecionar as que estão ainda viáveis. Um método bastante eficaz consiste em deixá-las em um vaso com água na noite anterior ao plantio, de um dia para o outro. As sementes férteis irão afundar e as mortas flutuarão.
o Deve-se preparar a sementeira, de preferência um vaso ou caixa de madeira com aproximadamente 15 cm de profundidade, com um orifício no fundo para drenagem, que deve ser coberto com uma tela de náilon para impedir escoamento do conteúdo.
o Deve-se cobrir 1/4 da profundidade do vaso com grânulos de cascalho.
o A camada seguinte deve ser já o substrato (sem cascalho fino) até um pouco mais da metade do vaso. Não deve ser utilizado nenhum tipo de adubo nessa fase.
o As sementes devem ser depositadas nessa camada de terra, separadas 4 cm uma das outras e cobertas com uma camada de 2cm de terra fina.
o A rega deve ser abundante, mas não a ponto de encharcar o vaso.
o Depois de 3 meses de brotamento as plantas estão prontas para adubação. Pode ser aplicada uma pequena quantidade de adubo líquido, colza ou torta de mamona.
o Dependendo da espécie, a época de se transplantar a muda para uma bandeja de bonsai varia entre 1 a 2 anos. Após esse período ainda não temos um bonsai, apenas uma muda. Deve-se então continuar com os passos do método Yamadori.

Yamadori

Yamadori significa mudas colhidas na natureza, mas para conseguir as mudas, você pode muito bem comprá-las num horto. Este método pode ser aplicado como continuação do misho, porém, com a economia de alguns meses (a idade da muda irá influir neste caso). A muda deve apresentar caule curto porque algumas espécies tendem ao crescimento vertical exagerado do caule, tornando-se inadequadas para se tornarem um bonsai - por isso devem ser moldadas desde muito cedo.

Vale notar que em caso de colheita da muda natural, deve-se ter cuidado para não danificar as raízes na hora da retirada.

* Método:
o As mudas, quando compradas, geralmente virão em um saquinho de plástico preto que deverá ser removido no início do processo.
o Embora os bonsai sejam plantados em uma bandeja, as mudas adquiridas não devem ser replantadas de imediato nesse tipo de recipiente pois ainda não são bonsai - devendo portanto ser replantadas com procedimentos semelhantes aos do misho, no que diz respeito ao preparo do solo.
o Uma vez que a muda for retirada da terra, os galhos devem ser podados na proporção do volume das raízes. A poda deve ser feita com tesoura bem afiada e muito cuidadosamente, de modo a não prejudicar a forma que se deseja dar ao futuro bonsai. Deve-se começar a poda pelas raízes secas ou danificadas, e prosseguir para os galhos em igual situação. Terminada a chamada poda de limpeza, deve-se observar a proporção do volume de raízes em relação aos galhos: se faltarem muitas raízes, talvez seja necessário podar alguns galhos. A proporção dos galhos em relação às raízes é geralmente seis galhos para quatro raízes.
o Deve-se acomodar as raízes da muda no vaso e acrescentar terra gradualmente, compactando-a levemente com os dedos. O vaso deve conter terra o suficiente para cobrir as raízes, mas sem nunca ultrapassar a borda do vaso. Deve-se pressionar a área aterrada com as mãos usando pouca força, e sem a utilização de ferramentas.
o Depois que a muda for plantada, talvez ela precise ser amarrada ao vaso com um barbante forte, fio ou apoiada de alguma forma para não mudar de posição ou cair, até que as raízes fiquem mais fortes. Esse apoio deve ser mantido por cinco meses.
o As mudas recentemente plantadas devem ser colocadas a meia sombra, ao abrigo dos raios diretos do sol e do vento. Como este é o estágio de crescimento de raízes novas, deve-se regar a terra duas vezes por dia durante os três primeiros meses.

Existem também outros métodos de cultivo como o sashiki, que é a preparação de mudas para bonsai por estacas de galhos, e a alporquia, que é a técnica aplicada com o objetivo de forçar o crescimento de raízes de um determinado local de um galho ou segmento de tronco de uma árvore natural.

Como criar patos


Os patos não exigem muito espaço, acomodam-se tanto em lugares secos quanto úmidos, comem qualquer tipo de alimento e dificilmente ficam doentes. Quem tem experiência na atividade diz que em um ano é possível conseguir o retorno dobrado do investimento inicial.

Saborosa, a carne de pato tem oferta menor que a demanda e os ovos são nutritivos, fortificantes e ricos em proteínas, atributos valorizados no mercado interno.

As penas também são produto de consumo, indicadas para produtores de larga escala. Empresas de confecção demandam grandes volumes para preencher edredons e travesseiros, junto com plumas de outras aves. O pato não é monogâmico e chega a acasalar com até quatro fêmeas, que se reproduzem entre sete e oito meses de idade. Elas botam, em média, quatro vezes ao ano e são capazes de chocar 15 ovos por vez, dos quais cerca de 80% chegam à eclosão. Nascem aproximadamente 50 patinhos por ano.

O ambiente aquático é o mais propício para a fecundação. É oportuno planejar um pequeno lago ou tanque com água nas instalações do cativeiro, para o bem-estar dos animais. O espaço para a criação deve ser cercado com duas paredes de tijolos ou madeiras - para quebrar o vento - e duas de tela de arame, de maneira que a dupla de muros iguais fique interligada. Dentro, construa um abrigo para colocar o ninho e proteger as aves do sol muito quente e da chuva forte.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Como criar uma logomarca

Dicas para se criar uma boa logomarca

1 – Não use mais de 3 cores.

2 – Livre-se de tudo que é absolutamente desnecessário.

3 – A tipologia deve ser fácil o suficiente para a sua avó ler.

4 – O logomarca deve ser reconhecível.

5 – Criar uma única forma para o logomarca.

6 – Ignorar completamente o que seus pais ou cônjuges pensarem sobre o desenho.(todas as opiniões são bem-vindas, mesmo que depois de refletirmos as ignoremos)

7 – Confirme com mais 3 indivíduos se a logomarca aparenta ser apelativo.

8 – Não combine elementos de logomarca populares com seu trabalho original.

9 – Não use clipart, sob quaisquer circunstâncias.

10 – A logomarca deve ficar bem em preto e branco.

11 – Certifique-se de que o logomarca é reconhecível quando invertido.

12 – Certifique-se de que a logomarca é reconhecível quando redimensionado.

13 – Se a logomarca contém um ícone ou símbolo, assim como textos, coloque-os onde eles se complementem.

14 – Evitar as tendências recentes de design de logomarca. Em vez disso, faça a logomarca com olhar atemporal.

15 – Não use efeitos especiais (gradientes, sombras, reflexos, luz e brilhos de luz)

16 – Ajustar a logomarca em um formato quadrado, se possível, evitar layouts obscuros.(não percebi muito bem esta :S)

17 – Evitar detalhes complicados.

18 – Considere os diferentes lugares e maneiras que a logomarca pode ser apresentada.

19 – Invoque sentimentos de ser ousado e confiante. Nunca de aborrecido e fraco.

20 – Acredite que você não vai criar uma logomarca perfeito.

21 – Use linhas fortes para empresas diretas e linhas suaves para empresas amigáveis.

22 – A logomarca deve ter alguma ligação com aquilo que ele está representando. (não concordo nada com isto, se assim fosse a apple deveria vender maçãs )

23 – Uma fotografia não faz uma logomarca.

24 – Você deve surpreender os clientes com a apresentação.

25 – Não use mais de duas fontes.

26 – Cada um dos elementos da logomarca deve ser alinhado.

27 – A logomarca deve mostrar-se sólida, não como algo por terminar.

28 – Saber quem vai estar olhando a logomarca antes que você queira achar ideias para ele.

29 – Sempre escolha função sobre inovação.

30 – Caso o nome da marca seja memorável, este nome deve ser a logomarca.

31 – A logomarca deve ser reconhecida quando espelhada.

32 – Mesmo as grandes empresas precisam de pequenas logomarcas.

33 – Todos devem gostar da concepção do logomarca, e não apenas a empresa que irá utilizá-la.

34 – Criar variações. Quanto mais variações, é mais provável que você poderá acertar.

35 – A logomarca deve ser consistente em qualquer tipo de plataformas.

36 – A logomarca deve ser fácil de descrever.

37 – Não use taglines no logomarca.

38 – Crie suas ideias usando papel e lápis antes de trabalhar em um computador

39 – Mantenha o design simples.

40 – Não use nenhum “swoosh” ou símbolo de “globo”.

41 – A logomarca não deve distrair.

42 – Deve ser honesto em sua representação.

43 – O logomarca deve ser visualmente equilibrado.

44 – Evitar luminosos, neon, cores escuras ou cores aborrecidas.

45 – A logomarca não deve quebrar nenhuma das regras acima.

Como criar um currículo

10 dicas de conteúdo para criar um modelo de curriculum interessante:

Quando alguém for analisar se deve ou não contratar você, ou chamar você para uma entrevista, existe um determinado conjunto de informação que essa pessoa precisa ter à mão – e cabe a você encontrar este ponto de equilíbrio, sem deixar faltar nenhum dado essencial, nem colocar informações desnecessárias que possam prejudicar a análise.


Siga as seguintes dicas:

1 – Nada de pressa. Prepare-se para dedicar algum tempo à tarefa de criar o seu currículo – ele não vai ficar pronto em 10 minutos, e certamente será um tempo bem empregado.

2 – Faça um diagnóstico. Procure se informar (no site da empresa, na imprensa ou de outra forma) sobre o que fazem as empresas para as quais você vai entregar o currículo, e que tipo de profissionais elas procuram. Escreva os currículos dando destaque às características que você tem e que se adequem ao perfil que a empresa deseja.

3 – Seja original. Para se inspirar, não há problema em ver modelos de currículos divulgados na imprensa ou em sites especializados, mas não os copie. Lembre-se que o seu avaliador provavelmente vai receber vários outros iguais a aquele modelo, e tudo o que você NÃO quer é ser apenas “mais um”

4 – Seja localizável. As informações de contato são essenciais. Elas devem vir no alto, em destaque, na primeira folha. Não procure ser mais extensivo do que o necessário: para a minha análise, basta ter o nome completo, telefone fixo, telefone celular e e-mail (todos devem estar atualizados e corretos). Informar múltiplos telefones fixos ou múltiplos e-mails deve ser evitado, a não ser que você tenha uma boa justificativa – o mínimo que se espera de um possível contratado é que ele consiga decidir qual o seu telefone e o seu e-mail de contato.

5 – Tenha um foco. Se você está procurando ao mesmo tempo uma colocação como professor de violão clássico e como programador web, faça um currículo separado para cada uma das vagas, sem misturar neles as aptidões tão diferentes entre si. Mas não tenha medo de mencionar (mas aí como nota adicional, sem destaque) no currículo para uma vaga técnica as suas aptidões artísticas ou humanas, ou vice-versa – as empresas não contratam robôs, e muitas vezes têm interesse em saber desde cedo como é a pessoa (e não apenas o profissional) que está contratando. O mesmo vale para atividades extra-curriculares, trabalhos voluntários e outros “extras”.

6 – Seja claro, direto e verdadeiro. Um ponto essencial é incluir a informação correta e completa, de forma direta e concisa. Tentar mascarar informações que a empresa vá descobrir depois é um risco desnecessário, e pode levar a uma posterior avaliação negativa simplesmente pelo fato de você ter tentado.

7 – Escreva de maneira informal, mas corretamente. Leia e releia, remova os erros de ortografia e gramática. Pontue, acentue. Entregue para alguém revisar, e verifique inclusive os dados e números. A última coisa que você quer é que o seu telefone de contato esteja errado. A penúltima coisa que você quer é que a presença de erros de digitação levem o seu avaliador a acreditar que você não é zeloso, ou que escreve mal.

8 – Seja seletivo. Dificilmente o seu avaliador desejará saber onde você fez o pré-escolar, ou o estágio obrigatório para se formar no segundo grau. É provável que ele queira saber se você fez cursos de informática ou de formação profissional em alguma área, mas o número de vagas para as quais é relevante a informação de que você fez curso de piano quando tinha 12 anos é bastante limitado. Incluir este tipo de detalhe no currículo é praticamente uma confissão de que o candidato não tem nada de mais relevante para informar, ou que não tem discernimento do que é importante. Duas boas razões para sair da pilha dos currículos que serão chamados para a entrevista…

9 – Inclua o essencial. Em um bom currículo, não podem faltar as informações de contato atualizadas, uma caracterização sobre você (nome completo, data de nascimento, cidade onde mora, estado civil, se tem filhos) dados sobre as experiências profissionais recentes (empregos, estágios – incluindo período e atividade desempenhada em cada um deles, no mínimo), a formação acadêmica (com detalhes apenas sobre as mais relevantes), e outras atividades e fatos que possam ajudar a definir você como profissional: participação em cursos e eventos, atividades como instrutor, atividades comunitárias, domínio de idiomas, aptidões adicionais (exemplo: dirigir, ter carro próprio…) e outros itens, desde que sejam relevantes para a vaga pretendida!

10 – Capriche no visual. Claro que a parte mais importante do seu currículo é o conteúdo, mas você definitivamente não deseja causar má impressão. Imprima com capricho, e entregue originais (e não xerox) do seu currículo em cada empresa. Se você tiver que corrigir alguma coisa, simplesmente edite e imprima de novo, nada de alterar escrevendo com esferográfica sobre o seu original desatualizado. Lembre-se que se você caprichar, o seu currículo pode ser o primeiro contato que a empresa terá com você. Mas se você não caprichar, é provável que ele seja o último.

E lembre-se sempre: nada de excessos. A sabedoria está no equilíbrio!

Como criar porcos


Porco

Além de carne, o animal fornece banha, couro e seus dejetos podem ser aplicados como adubo em lavouras

Texto João Mathias
Consultor Vitor Hugo Grings*

São poucos os que resistem a um leitão à pururuca regado a limão. Saboroso e crocante, é um dos pratos mais apreciados nas festas de fim de ano. A carne não oferece risco à saúde, como se pensava erroneamente até algumas décadas atrás. Ao contrário, é a mais consumida no mundo, à frente da carne bovina e do frango. Além de melhoramento genético e de novas técnicas, cuidados rígidos na criação ajudaram a acabar com o preconceito e a impulsionar o mercado. Como o manejo de suínos pode ser realizado por fases, a atividade oferece boas oportunidades, mesmo aos interessados em pequenos criatórios.

Antes de tudo, é importante ter claro o objetivo da criação. Se for apenas para subsistência, bastam poucos animais. Os porquinhos podem ser adquiridos de alguma propriedade por perto. Nesse caso, o investimento é baixo e, após alguma adaptação, as estruturas existentes no local podem ser aproveitadas. Contudo, recomenda-se que as instalações estejam localizadas com orientação leste-oeste em relação ao sol. Se a opção for pela produção de leitões para abate ou engorda, a partir de matrizes da propriedade, as exigências aumentam. Mesmo que seja em pequena escala, a atividade requer cuidados semelhantes ao de uma criação comercial. Também é indicado que a criação esteja próxima de centros consumidores de médio a grande porte, inclusive que disponham de abatedouros.

Apesar de não gostarem de temperatura e umidade do ar elevadas, os suínos se adaptam a qualquer clima tomados os devidos cuidados. Em lugares frios, recomenda-se o uso de cortinas, enquanto em locais quentes deve-se contar com ventilação. Embora predomine na Região Sul, a suinocultura está em vários estados brasileiros. Entre as raças brasileiras, a piau e a moura apresentam melhor potencial de desempenho. As estrangeiras vêm da Europa, como a dinamarquesa landrace, as inglesas large white e wessex e a belga pietrain, e dos Estados Unidos, como a hampshire e a duroc. As raças puras são usadas pelas empresas de melhoramento genético para a produção de reprodutores. Para criação de qualquer porte, uma das mais indicadas é a F1, resultado do cruzamento da landrace com a large white. Segundo a Embrapa Suínos e Aves, a MS 115 fornecida pela própria instituição possui alto desempenho e custo acessível.
RAIO X
CRIAÇÃO MÍNIMA: dez a 12 matrizes para pequena escala de produção comercial
CUSTO DE PRODUÇÃO: varia de 1,96 real por quilo vivo em Mato Grosso do Sul a 3,73 reais no Ceará
RETORNO: com a venda de leitões, de 7 a 8 meses após a aquisição das leitoas; com a de animais terminados, leva cerca de um ano
REPRODUÇÃO: de 20 a 22 leitões por porca por ano em raças melhoradas
MÃOS À OBRA
INÍCIO - escolha suínos de boa qualidade genética, pois são mais produtivos e bem aceitos no mercado. Verifique se são livres de doenças. Para não errar, procure um produtor de confiança, de granja com certificado do Mapa - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O número de animais para iniciar depende do tipo de criação e do mercado consumidor.
AMBIENTE - locais longe de outras criações são mais indicados para o bem-estar dos suínos. O terreno deve ter área plana ou com um pouco de declive. Nas instalações, opte por piso de concreto sem que seja muito liso nem muito áspero. No entorno, mantenha um gramado aparado. De preferência, os galpões devem estar a leste-oeste, posição que permite melhor ventilação e menos incidência de raios solares. Com o auxílio de um termômetro, assegure a temperatura interna em 16 graus.
CUIDADOS - a área de criação deve estar sempre limpa. Evite o acúmulo de esterco. Além de lavar as instalações, há produtores que também utilizam lança-chamas para desinfetar o local. O bom controle do manejo é outro meio de obter animais com carne de qualidade. Caso haja algum problema, não hesite em chamar um veterinário. Acompanhe o programa de aplicação de vacinas da secretaria de agricultura da região.
ALIMENTAÇÃO - os suínos gostam de comer grãos, como milho e soja. Outros alimentos também podem ser fornecidos, exceto os fibrosos. Compradas em lojas agropecuárias, as rações balanceadas devem acompanhar cada fase de vida dos animais, pois contêm formulações adequadas para as necessidades diárias de ingredientes para as diferentes etapas de desenvolvimento. Limpe os comedouros diariamente para evitar a fermentação de restos, que podem provocar diarréia nos suínos.
REPRODUÇÃO - as leitoas devem chegar à propriedade com cerca de 5 meses para passarem por um período de adaptação na granja antes da cobertura. Em raças melhoradas, como a F1, a maturidade sexual ocorre a partir dos 150 dias de vida, mas o ideal é cobrir as fêmeas depois de atingirem 210 dias, quando ocorre o terceiro cio. É importante manter o contato de machos e leitoas por 10 minutos diariamente para estimular o cio. A gestação leva 114 dias e raças de boa qualidade produzem cerca de 11 leitões por parto, duas vezes ao ano. Leitões que mamam o colostro rapidamente aumentam as chances de sobrevivência. O desmame deve ser feito aos 28 dias e, em seguida, forneça ração pré-inicial de alta qualidade.